segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Perfil das Bolsistas

Perfil das Bolsistas

Vanessa Knevitz, 21 anos, estudante do 5º semestre do curso de Pedagogia da FACED/UFRGS.



"Meu nome é Vanessa Knevitz, tenho 21 anos e atualmente estou cursando todas as disciplinas obrigatórias do 5º semestre do curso de Pedagogia na FACED/UFRGS.

Iniciei meus primeiros contatos com o projeto “Aprender não tem idade: Inclusão Digital de Idosos Hospitalizados” no mês de Abril do ano de 2010. Conheci o projeto através da indicação de colegas e de início me identifiquei com a proposta.

Fui criada pelos meus avós, com quem atualmente moro e este contato diário que tenho com eles trouxe-me subsídios para compreender o que de fato sentem e pensam nossos idosos.

Iniciando os trabalhos no Santa Clara muitos desafios tive que enfrentar. A resistência de nossos idosos ao computador é muito grande, o medo do novo é presença constante na fala dos mesmos.

Sabemos que nossos idosos sofrem inúmeros tipos de preconceitos e discriminações em nossa sociedade. Muitos deles, são rejeitados até por familiares, a quem eles tanto dedicaram seu precioso tempo. O fato de estarem hospitalizados agrava em muito a situação psicológica de nossos pacientes, que ficam deprimidos, com a auto-estima muito baixa.

Através do contato com o computador, percebo a evidente melhora de nossos pacientes. A alegria e motivação a cada passo avançado ficam visíveis em seus semblantes. O diálogo aparece também como fator essencial neste processo. Nossos pacientes necessitam da atenção, da palavra confortante e amiga para se sentirem seguros a avançar a cada dia mais.

Sinto-me imensamente satisfeita em fazer parte deste projeto tão significativo. Acredito que cresci e evolui muito como ser humano através do contato com nossos idosos. Através do projeto, percebi o quanto um pequeno gesto pode fazer diferença na vida de uma pessoa, basta apenas dedicarmos parte do nosso tempo em ouvi-la e compreende-la.

Como estudante da área de educação aprendi a ter olhos mais atentos e sensibilidade mais aguçada a essa parcela da população tão esquecida por todos. Afinal a educação não é direito de poucos, o conhecimento é para todos".



Amanda, curso de licenciatura em Artes Visuais, na UFRGS.

"Sou Amanda, bolsista de extensão da UFRGS, no projeto “Inclusão Digital para Idosos Hospitalizados.“. E estudo Artes Visuais em Licenciatura.
Gosto de áreas referentes à saúde. E em quase todos os momentos, sendo bons ou ruins (de saúde) estive presente com meus avôs. Por esses motivos me interessei nesse projeto.
No início, conhecemos a sala dos computadores, tivemos reunião com a enfermeira chefe e coordenadoras do projeto no hospital para conhecê-las e nos apresentar. Fomos nos habituando aos poucos com o ambiente hospitalar.
Em cada andar, conversamos com enfermeiras para saber quais os pacientes que podem ser liberados dos leitos e ir à sala dos computadores. Com o tempo, as enfermeiras foram nos conhecendo e tendo mais facilidade no atendimento.
Logo nas primeiras semanas, teve óbito de um paciente e então ficamos tristes. Mas para trabalhar em hospital temos que tentar abstrair essas situações tristonhas. Pois é um lugar que as pessoas estão sempre com as emoções “a flor da pele” e preocupados com a saúde.
E nesse contexto hospitalar é que esse projeto “Inclusão Digital para Idosos Hospitalizados” dá oportunidade ao idoso hospitalizado interagir com computadores em ambientes virtuais, buscando sua inclusão digital e social.
Primeiramente, os pacientes têm uma resistência em interagir com computador. Têm medo de estragar, dizem que não sabem mexer, além de não estar se sentindo bem por causa de sua saúde.
A gente conversa dizendo que é bom para desparecer um pouco. Alguns gostam de conversar, muitas vezes falam bastante dos seus problemas e acabam nem indo na sala de informática. Só por essa atenção que temos com eles, já sentem-se bem.
Muitos dos pacientes que vão ao computador, mesmo inseguros, ansiosos por saber resultados de exames, gostam. Admiram-se em eles próprios saberem usar o computador. Geralmente, aqueles que continuam baixados no leito voltam no outro dia, para continuar a desenvolver essa habilidade da qual muitos deles não acreditavam que seriam capaz. E assim, eles percebem o quanto podem aprender e conseguir, voltando a acreditar em si e esquecendo um pouco dos problemas de saúde."

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